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Diego Mendes Ramires
Comentário ·
há 3 anos
O paradoxo da Liberdade e o PL2630/2020.
ISAURA MEIRA CARTAXO DE FARIAS
·
há 3 anos
Excelente interpretação. As opiniões contrárias o PL são apenas militância. É preciso por fim a indústria de robôs na internet. Questionam a moderação que venha a ser realizada pelo conselho, mas nada comentam sobre as moderações que as plataformas já realizam. Seriam as plataformas os Deuses do Olimpo?!
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José Carlos Martins
Comentário ·
há 3 anos
O paradoxo da Liberdade e o PL2630/2020.
ISAURA MEIRA CARTAXO DE FARIAS
·
há 3 anos
Com a devida vênia, me parece que a autora não compreendeu o intuito do Projeto de lei 2630/2020, batizado como PL das Fake News, que, no meu ponto de vista, deveria ter sido batizado como PL das Redes Sociais.
Em sua conclusão a autora diz que o PL 2630/2020 busca "... regular, desabilitar, limitar, banir, vedar conteúdos privados ou publicitários nas redes sociais e mensageria privada com base em um código de conduta por uma entidade de autorregulação certificada pelo Conselho de Transparência e Responsabilidade na Internet." portanto seria na verdade um ataque à liberdade e não a sua defesa: o paradoxo.
Cumpre lembrar que atualmente as plataformas já se dão ao direito de "... regular, desabilitar, limitar, banir, vedar conteúdos privados ...", porém quase sempre sem nenhuma explicação e sem direito de defesa. São muitos os exemplos de usuários que tiveram suas contas bloqueadas sem a mínima explicação.
O PL visa entre outras coisas trazer transparência a este processo interno delas, obrigando-as a justificar de forma clara os motivos, inclusive combatendo as contas inautênticas e robotizadas, tão usadas nos últimos tempos para disseminar pouco confiáveis de forma anônima.
Os dois grandes objetivos deste projeto são: (i) combater contas anônimas e robotizadas e trazer transparência na gestão das redes sociais. O resto não passa de militância. Já circularam pelas redes sociais notícias de que após a sua aprovação, seriam proibido postagens com citações bíblicas, tamanho o absurdo da falta de conhecimento do seu conteúdo e da má-fé de quem o combate.
Não é por mera coincidência que alguns dos principais provedores de serviços de internet se deram ao luxo de combatê-lo.
Por fim, em nenhum momento o PL fala em censura, proibição de conteúdo humorístico, religioso, etc, etc, muito pelo contrário.
Para aqueles que são contra regulamentação, basta lembrar que a complexidade da vida moderna não se sustenta sem ela. Não vivemos mais na época de Kant.
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